domingo, 5 de setembro de 2010

Vuelta, tomo II


Embora me tenha sido impossível acompanhar algumas da últimas etapas da Vuelta e a outras não tenha podido dar muita atenção, não estou assim tão por fora das ocorrências.
Em três etapas decididas ao sprint (uma delas com um reduzido pelotão), três vencedores diferentes: Farrar, Hushovd e Petacchi. São três dos homens mais rápidos do mundo a vencer numa prova em que está presente o número 1 destas andanças, Mark Cavendish. Com uma personalidade muito forte e irreverente, com algumas atitudes que não gosto, mas é o mais rápido do mundo. Colocar em causa a sua supremacia é, no mínimo, desnecessário, depois do Tour que fez. Nesta Vuelta, o que se pode ver é que não está na melhor forma, algo normal para quem se empenhou muito no Tour e tem aspirações a uma boa prestação nos Mundiais. De qualquer forma, muito mérito para Farrar, Petacchi e Hushovd, que teve uma época muito complicada pelas lesões mas venceu no Tour, na Vuelta e foi 2º em Roubaix.
Os últimos dois dias foram para etapas em que se esperava diferenças entre os candidatos ao topo da classificação geral, principalmente na chegada a Xorret del Catí, que gostei muito no ano passado e não pude assistir este ano.
Moncoutie aumentou o seu bonito e volumoso palmarés com Nibali, Purito Rodríguez e Antón a mostrarem-se os mais fortes a seguir. Pelo que vi até agora, coloco Nibali como principal favorito à vitória, como já havia colocado no twitter antes do arranque da prova. Antón (líder) e Purito (2º igualado com o 1º) são grandes adversários para a montanha, embora pequem no contra-relógio, mas gostava de chamar a atenção para o Frank Schleck, que não esteve bem em Xorret del Catí mas, como chegou à Vuelta com défice competitivo, poderá melhorar com o passar dos dias e chegar mais forte à fase decisiva, embora o seu atraso já se faça notar.
No caso do Tondo, está a notar-se a sua frescura e o trabalho feito em altitude, o Menchov está a desiludir-me, o Sastre surpreendeu-me nessa etapa e o Mosquera perdeu tempo que não deveria ter perdido.
Na etapa de hoje, o David López cumpriu um sonho de miúdo através de uma fuga que serviu para diminuir os ataques entre os favoritos.
Agora dia de descanso e depois uma etapa para fuga ou sprint algo reduzido e depois chegada a Andorra, o que diz tudo.
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Samuel Caldeira dominou o GP Costa Azul, vencendo duas etapas, a geral e dando mostras de boa forma numa altura em que ainda não se sabe a composição completa da selecção para o Mundial. Era engraçado saber a lista de pré-inscritos.

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