domingo, 11 de julho de 2010

Andy Schleck ganhou e Contador salvou a pele

Tal como no ano passado, a primeira chegada ao alto na Volta a França chegou sem que antes houvesse dificuldade suficiente para que se soubesse quem estava forte e quem não estava. Por isso mesmo, tal como no ano passado na subida para Arcalis, os favoritos fizeram toda a subida na expectativa.
Assim que Lance Armstrong começou a quebrar (ainda longe da última subida), a Astana assumiu na frente do grupo dos favoritos, com o Tiralongo e o Dani Navarro, que se mostrou super. Quem não estava nada super era o Contador mas todos demoraram muito tempo a perceber. O Navarro puxou o que deveria ter puxado e depois continuou na frente do grupo demasiado tempo, quando o Contador já deveria ter atacado para dar continuidade ao grande trabalho dos seus colegas. Felizmente para si, os seus adversários demoraram demasiado tempo a perceber isso. Também demorei a perceber.
Quando faltavam cerca de 2,5 km, escrevi no Twitter isso mesmo, enquanto o Marco Chagas dizia o mesmo. Contador ainda respondeu ao ataque de Kreuziger a 2km da meta, depois ao de Van den Brouck, mas não teve como responder ao Schleck. Felizmente para o espanhol, além de não ter havido ataques mais cedo, o Kreuziger e o Gesink ainda ajudaram a reduzir as perdas.
Andy Schleck ganhou dez segundos e a sua primeira etapa da Volta a França, mas dá-me a sensação de que desperdiçou uma oportunidade de ganhar ainda mais tempo ao seu principal rival. Ganhou sim muita motivação, mas não se pense que todas as etapas vão ser assim. Talvez ele preferisse que amanhã fosse mais uma chegada ao alto, mas é dia de descanso. A prova volta na terça-feira, mas mais chegadas ao alto, só nos Pirenéus, a começar no próximo domingo.
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O Armstrong abdicou da luta e perdeu quase 12 minutos. No final disse que, a partir de agora, era para aproveitar as suas duas últimas semanas de Tour. O Contador optou, uma vez mais, por mentir e arranjar desculpas. Desta vez diz que o Andy Schleck o apanhou um bocado atrás, mas as imagens mostram que era segundo do grupo quando o Andy (em 3º) atacou. Diz ainda que, quando viu o Andy ganhar uns metros, preferiu sentar-se e esperar por quem ia atrás de si. Não era espectável que dissesse que alguém tinha estado mais forte, principalmente tratando-se da mesma pessoa que, no dia dos pavés, disse que tinha feito os últimos 30 km com a roda travada. Acredite quem quiser.
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Terminou o Troféu Joaquim Agostinho com o Cândido Barbosa a vencer. Ganhou o prólogo, uma chegada a subir e um sprint. A Palmeiras tem a melhor equipa portuguesa da actualidade, tem o David Blanco como mais forte candidato à Volta a Portugal e um director desportivo que já mostrou saber montar e comandar a equipa da melhor forma. Acho difícil tirarem-lhe a vitória, mas a prova ainda nem começou.

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