terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vuelta a España 2014: decidir a subir

Aí está a Vuelta a España! A partir de sábado, objetivo de alguns ciclistas, preparação para os Mundiais para outros, refúgio de muitos que falharam nos objetivos traçados à partida da temporada. Apresenta um percurso mais equilibrado face às últimas edições, com menos chegadas em rampa e mais um contrarrelógio individual, ainda que no total sejam apenas 44,5 quilómetros de especialidade, o que não impede que seja uma Vuelta para trepadores.
Ver perfis:

Começa com um contrarrelógio coletivo como tem sido costume na Vuelta e seguem-se quatro etapas de baixa dificuldade. A primeira é a mais fácil, pela margem espanhola do estreito de Gibraltar para terminar em San Fernando, na Baía de Cádiz. Depois, em direção ao interior, o percurso torna-se um pouco mais acidentado e desafiante para os sprinters, num terreno propício a uma chegada ao sprint mas não acessível aos velocistas mais puros.

28/08, quinta-feira, 6ª etapa
À sexta etapa surge a primeira chegada em alto, no Alto Cumbresverdes (imagem à direita), às portas da Serra Nevada, num ano em que a Sierra assume pouca preponderância nas dificuldades do percurso. É uma subida curta (4,6 km apenas) mas com rampas superiores a 10% que servirá como primeiro teste à forma dos ciclistas, muitos deles que não competem desde o Tour ou outros que sim competiram entretanto mas sem irem a fundo.

31/08, domingo, 9ª etapa
Seguem-se mais duas etapas para homens rápidos, a primeira delas para ciclistas mais completos e a segunda uma das poucas oportunidades para os tais sprinters puros, os poucos presentes. Os ciclistas caminham em relação ao Norte para a segunda chegada em alto, na Estação de Esqui de Aramón Valdelinares (imagem à esquerda), várias vezes ponto decisivo da entretanto extinta Volta a Aragão. São 8 km a 6,6% de inclinação média para terminar o primeiro bloco de etapas antes do dia de descanso.

02/09, terça-feira, 10ª etapa
A segunda semana inicia-se com um contrarrelógio individual de 36,7 quilómetros (imagem à direita), no primeiro terço a subir e inclusive com uma contagem de terceira categoria, e a partir daí em terreno essencialmente descendente. É o dia para Froome ou Contador, se estiverem em forma, tentarem ganhar o máximo de tempo aos trepadores menos dotados para este tipo de etapas.

Além do contrarrelógio, a segunda semana tem outras etapas que poderão assumir grande importância nas contas finais, como as chegadas ao Santuário de San Miguel de Aralar, Alto de La Camperona, Lagos de Covadonga e Lagos de Somiedo.

06/09, sábado, 14ª etapa
A ascensão a La Camperona (imagem à esquerda) destaca-se pelas rampas que chegam aos 20% de inclinação mas mais ainda se destaca a etapa dos Lagos de Somiedo. Numa Vuelta em que faltam etapas com grande encadeamento de montanhas, esta é a excepção que confirma a regra, com uma contagem de segunda categoria e quatro de primeira. E numa Vuelta em que faltam montanhas tão longas como tivemos (e temos sempre) no Tour, os 16,5 quilómetros dos Lagos de Somiedo (imagem à direita) serão um dos mais difíceis obstáculos ao longo deste percurso.
08/09, segunda-feira, 16ª etapa

Depois de uma semana tão exigente, deverão ser poucos os sobreviventes na luta pelo pódio, mas ainda terão que enfrentar exigentes montanhas numa última semana com etapas para todos os gostos.

13/09, sábado, 20ª etapa
Pela costa galega, uma das mais fáceis desta Vuelta, com final junto às praias da Corunha para uma chegada (muito provavelmente) ao sprint. Haverá ainda a chegada ao Monte Castrove (7 km a 7%, com 700m entre o final da subida e a meta) mas a etapa rainha será a penúltima, finalizando no Puerto de Ancares (imagem à direita), com 12,7 km a 8,7% de inclinação média, onde em 2012 Joaquim Rodríguez mostrou que dificilmente alguém lhe retiraria aquela Vuelta pela força, mas Contador tirou-a mais tarde pela tática.

Para finalizar, nove quilómetros e setecentos metros de contrarrelógio plano em Santiago de Compostela, onde não se esperam grandes diferenças mas talvez o suficiente para algumas mudanças nos primeiros lugares da classificação geral.

De um modo geral, nota-se a falta de montanhas tão longas como as que vimos no Tour e faltam etapas recheadas de montanha de princípio ao fim, não apenas subidas mas sim montanhas, das que tornam as grandes voltas Grandes para além da duração.

Mas se o percurso da Vuelta perde para as suas primas italiana e francesa, a lista de participantes é o grande aliciante para as próximas semanas, com Quintana, Contador, Froome, Horner, Valverde, Joaquim Rodríguez e Urán à cabeça.

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Velogames

Tal como já vem sendo hábito, haverá Liga do Carro Vassoura no Velogames para esta Volta a Espana e já se podem inscrever com o código 17194516.

Para quem não conhece e não sabe no que consiste, não tem nada que enganar.
1º Entram no site do Velogames e registam-se (register new account now) de forma gratuita. 
2º Criam a vossa equipa. Antes disso, convém verem o sistema de pontuações (aqui).
3º Na página da vossa equipa clicam em Join League e depois onde diz Enter LeagueCode metem o 17194516.
4º Quantos mais pontos os vossos ciclistas somarem, melhor a vossa classificação.
5º Quem fizer mais pontos, ganha a Liga Carro Vassoura #ciclismodeataque vs #trabalhoinvisivel, uma conquista muito apetecível para qualquer adepto deste desporto. A partir daí, em qualquer debate sobre ciclismo poderão
 utilizar o argumento "já ganhei no Velogames uma Liga dos leitores do Carro Vassoura". Muda a vida de uma pessoa.

Se restarem dúvidas, podem coloca-las aqui, por e-mail ou na Página do Facebook.

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