quinta-feira, 26 de março de 2015

O que falta para Sep Vanmarcke vencer?

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Tudo na red line
Em 2014, Vanmarcke esteve entre os cinco primeiros de todas as clássicas de pavé. Já foi ao pódio de Roubaix e da Volta a Flandres. Falta vencer.

Foi Sep Vanmarcke quem lançou o ataque decisivo no Circuito Het Nieuwsblad de 2012, ao nível do qual apenas (e com sofrimento) Tom Boonen e Juan Antonio Flecha foram capazes de dar resposta. Com os três a colaborarem, o favoritismo estava do lado de Boonen, teoricamente o mais veloz no trio e bastante mais experiente que Vanmarcke, então com 23 anos. Já tinha alguns resultados muito interessantes, sobretudo atendendo à sua juventude, mas bater um dos ciclistas que tinha aprendido a admirar desde o começo da sua carreira parecia demasiado para Vanmarcke. A um quilómetro da meta, tentou a sua sorte, sem sucesso. Flecha foi quem tomou a rédea da corrida a partir de então, no jogo do gato e do rato. Boonen lançou o sprint, Vanmarcke conseguiu responder, soube aguentar, e a 25 metros da meta ultrapassou para a vitória. Colocou-se debaixo dos holofotes como o grande sucessor ao Rei de Flandres. "Não posso acreditar. Eu bati Tom Boonen, o meu herói."

domingo, 22 de março de 2015

Sanremo 2015: Degenkolb ao limite

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A Milano-Sanremo é uma prova de mais de 290 quilómetros que se decide nos últimos 30, o que não é depreciativo para a corrida. O ciclismo é um desporto de resistência e a larga quilometragem pode ser uma das suas dificuldades, como as montanhas, os pavés ou outras mais arbitrárias como as condições climatéricas. Mesmo que nada de relevante se passe antes da subida para o Cipressa (à parte das quedas), os primeiros 260 quilómetros são fundamentais no desfecho, tornando duas pequenas colinas insuportáveis para muita gente.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Milano-Sanremo 2015: o regresso à Via Roma

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Oscar Freire foi o última a vencer na Via Roma, em 2007
Os mais de duzentos e noventa quilómetros continuam a ser a imagem de marca da Milano-Sanremo, que este ano regressa à Via Roma, onde Coppi, Bartali, Van Steenbergen, Van Looy, Merckx, De Vlaeminck, Kelly, Fignon, Zabel, Cipollini e tantos outros grandes ciclistas se impuseram.

O ciclismo alimenta-se de feitos heroicos, que ficam gravados na história, a maioria muito antes do YouTube e até mesmo antes das transmissões em direto. Dessa altura vem o primeiro final da Milano-Sanremo na Via Roma, no centro de Sanremo. Foi em 1949, com triunfo de Fausto Coppi, talvez (e sem esquecer Anquetil) o melhor ciclista até à chegada de Merckx, de feitos eternizados nos jornais da época. Seguiram-se quase 60 anos de finais na Via Roma, até que em 2008, devido a obras, a meta foi alterada para a marginal com o nome de Italo Calvino, lá permanecendo desde então.

terça-feira, 17 de março de 2015

Um ataque de Quintana

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Alberto Contador descaiu no grupo por um instante e Nairo Quintana decidiu o Tirreno-Adriático 2015 com um ataque impossível de seguir.

Não é comum e será difícil encontrar erros táticos na carreira de Alberto Contador, que até ganhou uma Vuelta (2012) sem ser o mais forte mas por ser o melhor preparado para uma etapa que à partida se julgava irrelevante, mas na qual viria a apanhar desprevenido Joaquim Rodríguez. No entanto, no domingo Contador descuidou-se ao descair no grupo, e Nairo Quintana, que já iria a pensar no melhor momento para o fazer, não esperou mais: lançou-se ao ataque. E quando Quintana ataca, nunca é para ver no que dá, mas sim para que só o voltem a ver no pódio.

domingo, 15 de março de 2015

Um Paris-Nice levado com muita gana

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Richie Porte foi o mais forte e nem uma queda num momento decisivo o impediu de ganhar pela segunda vez o Paris-Nice, a primeira prova por etapas da temporada que é objetivo para muita gente.

O prólogo foi para Michal Kwiatkowski, superando Rohan Dennis apenas por algumas centésimos, mas que desde logo deu uma demonstração de poderio físico, ao deixar o terceiro classificado a sete segundos e o quarto a dez, margens bastantes significativas num contrarrelógio de 6,7 quilómetros. Seguiram-se três jornadas para sprinters, levadas por três corredores diferentes mas todos de inquestionável qualidade e relevante palmarés: Alexander Kristoff, Andre Greipel e Michael Matthews.

domingo, 8 de março de 2015

E se Alexander Kristoff for o homem desta Primavera?

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Kristoff a vencer em Sanremo em 2014
Alexander Kristoff parece-me passar demasiado despercebido face à sua qualidade. E uma grande ameaça a todos os que querem brilhar no próximo mês.

Sem que seja um dos três sprinters sempre referidos, Kristoff venceu duas etapas ao sprint no último Tour. Sem que seja um dos classicomanos mais mencionados, venceu a última Milano-Sanremo e a Vattenfall Cyclassics. Sem que seja frequentemente considerado uma ameaça para os pavés e muros, foi 4º e 5º nas duas últimas Voltas a Flandres.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Estrelas saem à estrada no Paris-Nice e no Tirreno-Adriático

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Enquanto a esposa de Froome chama dopado a Contador no Twitter, Froome e Contador trocam ideias
No domingo arranca o Paris-Nice, e na próxima quarta-feira o Tirreno-Adriático, ambos com participações de luxo.

Ao falar de uma prova, tento ser seletivo nos nomes a destacar e nos favoritos à vitória, de modo a que o artigo não seja apenas a lista de participantes, mas tal torna-se muito difícil ao olhar para os pelotões dos próximos Paris-Nice e Tirreno-Adriático, tal a qualidade presente.

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