sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Perguntas Frequentes Carro Vassoura - Campeonatos do Mundo

Aproveitando algumas questões pertinentes relacionadas com os Campeonatos do Mundo, colocadas pelos seguidores do Carro Vassoura no Facebook e Twitter, é inaugurada esta categoria de artigos para tentar responder a algumas delas.

Como funciona a qualificação para os Campeonatos do Mundo?

A categoria sobre a qual mais se coloca esta questão é naturalmente a de elites masculinos. É a que gera mais interesse mas é também a categoria com o sistema mais complexo.

Existem outras formas de qualificação, mas as principais são duas:
1) Através do Ranking World Tour por nações: os dez primeiros países têm direito a nove ciclistas (se tiverem nove ciclistas pontuados no World Tour).


2) Através dos Rankings Continentais por nações, exceto as seleções que já se tenham qualificado pelo ponto anterior.
2a) África: uma nação com 6 ciclistas, duas com 3 ciclistas;
2b) América: duas nações com 6 ciclistas, três com 3 ciclistas;

2c) Ásia: uma nação com 6 ciclistas, três com 3 ciclistas;
2d) Europa: seis nações com 6 ciclistas, oito com três ciclistas;
2e) Oceania: uma nação com 3 ciclistas.

Também se qualificam outros países que tenham algum ciclista entre os 100 primeiros do World Tour, ou nos primeiros lugares do seu continente, há muitas outras alíneas e é algo confuso, não valendo a pena entrar em demasiados pormenores para não tornar a explicação demasiado chata. A base é o referido anteriormente e o regulamento completo pode ser encontrado aqui (em inglês).

Nos sub-23 a qualificação é feita com base nos rankings continentais e as cinco melhores colocada na Taça das Nações têm um ciclista extra, nos juniores masculinos é feita com base na Taça das Nações, porém, neste caso, qualquer país pode inscrever até três ciclistas (mesmo que não tenha sequer pontuado na Taça das Nações) para facilitar o desenvolvimento dos jovens. Nas elites femininas o apuramento é feito através do ranking internacional mas, também aqui, mesmo os países sem pontos obtidos podem inscrever até três corredoras. Nas juniores femininas todos os países estão em igualdade, podendo inscrever quatro corredoras.

No contrarrelógio é mais simples: dois ciclistas por país.

Os rankings que contam para qualificação são os apurados a 15 de agosto.

Links sugeridos:
Regulamento para prova de fundo elite
Regulamento para prova de fundo sub-23
Regulamento geral para Campeonatos do Mundo


Como são selecionados os ciclistas de cada país?

Como acontece no futebol, basquetebol, hóquei ou outro desporto coletivo, cada selecionador nacional faz as suas escolhas. Preferencialmente, escolhe aqueles que considera mais adequados ao percurso e à estratégia da equipa, seja para liderar ou para trabalhar em prol de um chefe-de-fila. A escolha é sempre subjetiva e podem ser selecionados ciclistas que não fizeram qualquer ponto para a qualificação.

Sobre os escolhidos para representar Portugal, falar-se-á outro dia.

Qualquer ciclista pode ser selecionado?

Na prova de elites podem participar ciclistas sub-23, mas apenas poderão disputar provas numa das categorias. Ou disputam o(s) título(s) de sub-23, ou o(s) título(s) de elites.

Por outro lado, os sub-23 que pertençam a equipas World Tour não poderão participar nas provas sub-23, devendo desde logo competir com os elites. Foi por exemplo o caso de Peter Sagan, que apenas disputou os Mundiais sub-23 por uma vez e desde os 20 anos que disputa a prova de elites por estar numa equipa World Tour. E no ano passado foi o caso de Warren Barguil, ainda sub-23 mas já a disputar com os elites, por estar ligado à Argos-Shimano e assim impossibilitado de correr na sua categoria etária.

Esta regra não se aplica a ciclistas que sejam apenas estagiários contratados depois de 1 de agosto.

Porque motivo o contrarrelógio coletivo é disputado por equipas de marca e não por seleções?

Vários seguidores do Carro Vassoura colocaram esta questão e é realmente pertinente, mas não existe uma resposta objetiva para ela. Cada um terá a sua opinião e preferência relativamente ao contrarrelógio coletivo disputado por equipas de marca ou seleções. Da minha parte parece-me preferível que se dispute por equipas.

Os campeões do mundo individuais, tanto de fundo como contrarrelógio, podem utilizar as suas camisolas comemorativas durante os doze meses seguintes, mesmo que mudem de equipa. Se os Mundiais de contrarrelógio coletivo se disputassem por seleções, a equipa vencedora não se voltaria a juntar durante o ano e nunca correia com o estatuto de campeã mundial. Tratando-se de uma equipa de marca, esta tem direito a colocar um distintivo na sua camisola.

Além disso, aqui o entrosamento coletivo é fundamental. Na prova em linha o apoio da equipa pode ser importante, mas também pode tornar-se irrelevante. Num contrarrelógio coletivo o entendimento entre os vários elementos é sempre decisivo e esse só se obtém com tempo de trabalho em conjunto, impossível para uma selecção de ciclistas de várias equipas.

De todos os modos, como dito inicialmente, é apenas uma opinião e cada um terá a sua.

Link sugerido:
Campeonato do Mundo de Contra-Relógio por equipas explicado (escrito a 14/09/12, antevendo a edição de 2012).
A camisola da Omega Pharma como o distintivo do título de contrarrelógio coletivo.

Que equipas se qualificam para o CRE?

Na prova masculina estão obrigadas a participar todas as equipas World Tour e são convidadas (sem obrigação de participar) a melhor continental africana e a melhor da Oceania, as cinco melhores americanas e asiáticas e as vinte melhores da Europa.

No que respeita à prova feminina, são convidadas as vinte melhores do ranking mundial.

Também aqui os rankings que contam para qualificação são os apurados a 15 de agosto.

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Durante a próxima semana haverá sobre os Mundiais vários artigos aqui e curiosidades na página do Facebook. Lembrando sempre que o Carro Vassoura sai enriquecido com as sugestões recebidas e aquilo que os leitores partilham. Não é possível colocar tudo em prática, mas todas as sugestões são bem-vindas e lidas com todo o gosto.

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Este ano os Campeonato do Mundo serão transmitidos na RTP 2. A programação pode ser vista aqui.

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Quem também estará em Ponferrada é este que vos escreve e aceitam-se sugestões de artigos. Encontramo-nos lá?

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