domingo, 14 de fevereiro de 2016

Volta ao Algarve 2016: Antevisão e favoritos

É já esta semana, de 17 a 21 de fevereiro, que o ciclismo e a astronomia se misturam, quando as estrelas descem a Portugal para disputar a Volta ao Algarve. Com Contador e Aru, Boonen e Cancellara, Greipel e Kittel, Kwiatkowski e Pinot, Terpstra e Vanmarcke, Tony Martin e Thomas, Stybar e Gallopin, Rodríguez e Urán, Talansky e Gesink. O espetáculo distribuir-se-á por duas etapas para sprinters, duas de montanha e um contrarrelógio.

Percurso

O percurso da edição que se avizinha da Volta ao Algarve será duro, mas mais do que isso, será um percurso muito bem distribuído, que apresenta etapas para todos os gostos.

A primeira etapa é propícia à vitória de um sprinter mas, com a última colina muito próxima da meta, será também um teste exigente à organização dos comboios que André Greipel e Marcel Kittel/Tom Boonen trazem. Outros ciclistas podem vencer aí e inclusive poderá vencer alguém sem comboio, mas certamente Lotto e Etixx tudo farão para que os seus sprinters tenham o melhor apoio possível.

Etapa para comboios organizados como manda o manual apenas existirá a quarta, com chegada a Tavira. E para isso a Lotto-Soudal apresenta-se com Greipel, Sieberg, Debusschere, Roelandts e Gallopin, enquanto a Etixx-Quick Step apresenta Kittel, Boonen, Richeze, Martin, Lampert, Terpstra. São blocos de excelência para qualquer prova, seja para a Volta ao Algarve ou o Tour de France.

Pelo meio, duas etapas que serão importantíssimas para o desfecho da classificação geral. Ao segundo dia, o regresso da Fóia como local de chegada de uma etapa, depois de quatro contagens de montanha nos setenta quilómetros finais. Aí, em plena serra de Monchique, escasseiam os quilómetros planos, os ciclistas ou sobem, ou descem, e a longa quilometragem (198,6 km) aumentará o desgaste.


Segunda etapa, Lagoa-Fóia
Já com o leque de candidatos à vitória mais restringido pelo dia anterior, à terceira etapa chega o contrarrelógio. São 18 quilómetros, uma distância que permite aos contrarrelogistas fazer um bom teste, adequado à fase da época em que nos encontramos, e por isso mais um ponto de atração para algumas grandes figuras mundiais. É também um distância que retirará da luta pela vitória quem pecar neste capítulo.

Por fim, no domingo, haverá a chegada ao Malhão. A etapa em linha mais curta (169 km), com muitos ciclistas que apenas querem completar a prova, mas outros corredores e equipas que tudo farão para a tornar dura. Assim tem sido nos últimos anos, com ritmo bastante elevado desde a primeira passagem no Malhão e muitos ataques.


Última etapa, Almodôvar-Malhão
Mais informação sobre o percurso, os perfis, e dicas sobre onde ver as etapas, podem ser encontradas no artigo de 31 de janeiro, disponibilizado aqui.


Favoritos e estrelas

Entre todas as estrelas, três destacam-se como favoritos à vitória. Michal Kwiatkowski já exibiu um nível muito alto este mês com segundos lugares em dois troféus da Challenge de Maiorca, venceu no Algarve em 2014 e nos últimos três anos não baixou da segunda posição.

Vencedor em 2015, o seu companheiro Geraint Thomas é outro dos grandes favoritos à vitória. Mais do que a vitória na edição anterior, toda a temporada o coloca como candidato ao triunfo neste percurso. Vem de resultado apagado no Tour Down Under, mas o mesmo aconteceu no ano passado.

O trio de favoritos fica completo com Alberto Contador, vencedor em 2009 e 2010. Não compete desde o último Tour e por isso o seu estado de forma é mais imprevisível, mas não costuma entrar em prova se não for para lutar pela vitória. A temporada passada abriu com uma etapa vencida e o segundo posto na geral na Volta à Andaluzia.

Após estes colocam-se vários ciclistas de mérito inquestionável mas sobre os quais não se conhece a forma como abordarão a prova: Fábio Aru, Andrew Talansky, Rigoberto Urán, Thibaut Pinot, Robert Gesink. Aru vem de uma boa exibição na Volta à Comunidade Valenciana, concluída com o sexto posto na geral, Pinot tem andado muito bem no seu país (2º na abertura Marselhesa e 3º em Bessèges), Talansky abandonou doente a Volta a San Luís no último dia mas isso foi há tempo suficiente para que se tenha curado, Urán e Gesink fazem aqui a estreia na temporada.

Já sobre Tiago Machado não se colocam questões sobre a forma como encarará a corrida: com as mesmas ganas de sempre. Já foram sete vezes entre os seis primeiros, o último de dois pódios foi no ano passado, mas será muito difícil que se quebre o jejum de vitórias portuguesas que se arrasta desde 2006.

Outros ciclistas a vigiar para os primeiros postos são Luis León Sánchez, que vem de ser segundo na Comunidade Valenciana e quarto em Múrcia e Ion Izagirre, que viu a sua excelente prestação do ano passado prejudicada por um furo a caminho de Monchique.

Para seguir com atenção também, a prestação de Nelson Oliveira numa altura importante para ganhar o seu espaço dentro da nova equipa, depois de um término de 2015 muito bom.

À parte dos homens para a classificação geral e dos sprinters mencionados no começo desta antevisão, merecem destaque Joaquim Rodríguez, Frank SchleckZdenek Stybar, Niki Terpstra, Tony Martin, Sep Vanmarcke, Tony Gallopin, Tony Martin e Fabian Cancellara.

Estão neste pelotão oito vitórias e dezoito pódios em grandes voltas, sete títulos mundiais de contrarrelógio e dois de fundo e dezanove monumentos.

A lista completa de inscritos está aqui.

***** Kwiatkowski, Thomas e Contador
**** Aru, Urán, Pinot e Gesink
*** Talansky e Machado
** LL Sánchez e Ion Izagirre

Mais artigos sobre a Volta ao Algarve estão aqui.

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